Graciosa, a ilha branca...

A cerca de 31 milhas a noroeste da Terceira, a ilha Graciosa, que ocupa uma superfície de 61 Km2 e é a menos húmida do Arquipélago, deve o seu nome à delicadeza da paisagem e o seu apelido aos topónimos Pedras Brancas, Serra Branca e Barro Branco.

Com dois curiosos tanques em cujas águas se reflectem as copas das araucárias e dos ulmeiros que constituem um agradável conjunto mesmo no centro da Vila, Santa Cruz é a sede do único concelho da ilha, que se divide por mais três freguesias.

De entre o património construído que constitui os aglomerados urbanos desta ilha, destacam-se, pela sua arquitectura e importância:

- Na Vila de Santa Cruz, as Igrejas de Santa Cruz, Igreja Matriz, e do Santo Cristo, as Ermidas de Nossa Senhora da Ajuda, de São João e de São Salvador, a Cruz da Barra e o Museu Etnográfico, este reunindo peças ligadas à cultura do vinho, com tradições na ilha e à actividade baleeira;

- As Igrejas de Nossa Senhora de Guadalupe, Nossa Senhora da Luz e de São Mateus, respectivamente igrejas paroquiais das freguesias de Guadalupe, Luz e Praia;

- A Ermida de Nossa Senhora da Vitória, construída no séc. XVII em comemoração da derrota de corsários argelinos, na pitoresca povoação da Vitória, na zona oeste da ilha.

- Saindo de Santa Cruz à descoberta da harmoniosa paisagem graciosense, o Monte de Nossa Senhora da Ajuda, sobranceiro à Vila, com óptima panorâmica sobre ela e a parte norte da ilha e ainda sobre a vasta planície interior de Guadalupe, poderá talvez servir de aperitivo a um inesquecível passeio pelas estradas e campos da Graciosa.

- A Furna do Enxofre, no maciço da Caldeira, constitui um dos interessantes postais turísticos desta Ilha Branca, pela espectacularidade da sua abóbada vulcânica localizada a 100 metros de profundidade, sob a qual existe uma lagoa de água morna e sulfurosa.

Menos espectaculares, mas igualmente interessantes são as Furnas dos Bolos, Lembradeira, Manuel de Ávila, Labarda, Furada, Linheiro, Cardo, Gato, Castelo, Calcinhas, Queimado, Vermelho, Cão, Urze e Luís, para o que se recomenda, em caso de visita, a companhia de um guia e equipamento adequado.

Os Picos, Timão, o ponto mais alto da ilha com 398 m e do Facho (375 m) são propícios a repousantes passeios por entre vegetação primitiva, e as Serras Dormida, Branca e das Fontes oferecem extraordinários cenários, não só sobre a ilha como também sobre a vastidão do mar azul, podendo observar-se no horizonte as outras ilhas do Grupo Central - Terceira, São Jorge, Pico e Faial.

As Termas do Carapacho, pela riqueza das suas águas medicinais, merecem uma referência especial.

Fazendo parte da paisagem graciosense, embora desligados fisicamente da ilha, os Ilhéus apresentam uma beleza muito peculiar. O da Praia, o maior totalmente revestido de vegetação e o da Baleia, com a sua sugestiva forma fazendo lembrar um gingantesco cetáceo ancorado ao largo da costa, são talvez os mais atractivos dentre os vários rochedos que, na periferia da ilha e além da vertente paisagística que sem dúvida possuem, servem também de abrigo a algumas aves marinhas.

Um passeio à volta da ilha com paragem nos vários miradouros que por ela se espalham, acaba de preencher o álbum das boas recordações que poderá guardar da graciosa paisagem desta linda ilha.